Afinal, o que é a Maconha Medicinal?

Os Jogos Olímpicos de Tóquio começam em 72 dias. Será a primeira Olimpíada desde que a Agência Mundial Antidoping (Wada) suavizou punições por uso de drogas recreativas (maconha, cocaína, heroína e ecstasy) e retirou da lista de substâncias proibidas o canabidiol, um dos derivados não psicoativos da maconha, muito utilizado na maconha medicinal.

O processo começou em 2018 e hoje o debate está quente, incluindo no Brasil: no ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou pela primeira vez a venda de um remédio à base da planta. Também está próxima de votação uma lei que promete facilitar o acesso a remédios com substâncias da Cannabis, mas há resistência de setores sociais e do governo federal.

A maconha medicinal, como o nome diz, é a planta usada como tratamento para certas doenças. A princípio, não existem diferenças entre a maconha normal e a medicinal, apenas que a primeira é usada de maneira “recreativa” e a outra como um remédio. 

A maconha é proibida no Brasil. Isso quer dizer que quando ela é comprada ilegalmente, não há como garantir a qualidade dela. A maconha medicinal, já que se trata de um remédio, é mais controlada e de qualidade.

A Maconha medicinal pode ser usada porque as autoridades já têm autorizado o uso dela como remédio em alguns casos específicos, como no tratamento de convulsões graves, do Parkinson e da depressão. Existe uma lei, de 2006, que permite o plantio da maconha para pesquisadores.

Como funciona para conseguir o medicamento à base de maconha?


Isso pode acontecer de dois jeitos: ou elas importam a substância usada no tratamento, ou compram de algumas (poucas) organizações que têm permissão de plantar a maconha no Brasil. Mesmo nesses casos, as pessoas não recebem maconha para fumar e sim extratos com substâncias retiradas da planta, como o canabidiol (também chamado de CBD).

Maconha medicinal e uso no tratamento de atletas.

A cannabis medicinal caminha com passos cada vez mais firmes no Brasil. Seja para tratamento de ansiedade, alzheimer, autismo e diabetes até dores e melhoria no sono. Inclusive para atletas profissionais, semiprofissionais, amadores ou praticantes de exercício físicos que buscam uma melhor qualidade de vida.

Os medicamentos à base de Cannabis, geralmente um óleo (mas também há cápsula, spray e até balinha) para atletas. O objetivo é alívio de dores em músculos e articulações, mas há também potencial para melhorar cicatrização de ossos e proteger neurônios. Estudos sobre propriedades anti-inflamatórias, antináuseas e anticonvulsivas estão em andamento, além de análises sobre aceleração do processo de recuperação de lesões e até como ansiolítico.

Conclusão

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